25 de Março de 2009

"Marley e eu" foi, sem dúvida, um dos melhores filmes que vi até hoje. Não por quaisquer aspectos técnicos, mas sim pela história. Uma história de ternura e amor cuja simplicidade me apaixonou. E acredito que apaixone qualquer um.

Ver este filme fez-me pensar na minha cadela e no quanto ela é importante para mim e para todos nós, cá em casa.

Recordei as vezes que, tal como o Marley, me recebe, eufórica, sempre que chego a casa. Pula de alegria, lambe-me até não poder mais e vai, sempre, buscar a almofada do sofá da sala. Depois, corre desenfreada com uma alegria como se não houvesse amanhã. Faz o mesmo sempre que me levanto. Quando não é ela que me acorda com um beijo languido, assim que vê a minha porta abrir-se corre feita louca e vai chamar a minha mãe. Acho que tenta dizer-lhe algo como "a dona já está levantada!". E vejo-lhe a felicidade naquele rosto canino de uma fila que todos dizem ser um terror (e é-o, no fundo) mas que, para mim, é uma ternura, uma fiel companheira de caminhadas, de passeios pela praia e, até, de belas sonecas. Sim, porque desde pequena que dorme comigo. E como é engraçado... sempre se deitou à mesma hora (por volta das 22h). Primeiro, deita-se no sofá (tem uma cama dela, mas é fina, não gosta). Depois, chega àquela hora e tenta chamar-nos (a mim ou à minha mãe). Se ninguém lhe liga vai para o quarto sozinha. Enrosca-se na minha cama e quando chego lá está ela a ocupá-la praticamente toda. Empurro-a e deito-me. Às vezes, chateia-me - principalmente quando estava com o Pedro e ela embirrava que tinha de deitar-se no meio de nós ou, melhor, em cima de nós (imagine-se, um "monstro" daqueles!) - mas normalmente gosto de tê-la ali ao pé de mim. Melhor: adoro. Adoro quando me rouba a pantufa e foge pela casa para que vá atrás dela buscá-la. Adoro, mesmo que no momento me irrite, que me esconda a lingirie (ou as meias) quando estou atrasada para sair. Adoro vê-la correr de felicidade quando chegamos ao Algarve. Quando sente o cheiro e vê a praia e percebe que vai poder dar mergulhos no mar, como sempre gostou, desde pequena. Adoro quando saio de casa e lhe digo "A dona vem já, porta-te bem" e ela estica as orelhas, arregala os olhos e, com a cabeça de lado, faz uma expressão de quem está a perceber a mensagem. Adora-a por tudo isto e tenho medo do dia em que tenha de me desabituar de todas estas rotinas que se foram criando. Tenho medo de não ter de ir passeá-la de manhã, na marginal, não ter de lhe dar o lanche que ela tanto adora (meia banana e um iogurte natural) e não poder levá-la comigo para onde me apetecer, sempre que não quiser estar sozinha e sempre que precisar segredar-lhe algo ao ouvido. Tenho medo do dia em que ela já não esteja presente porque, para além de adorá-la, aprendi com ela uma grande lição: a felicidade está nas coisas mais simples da vida.

 

 

publicado por Inês Alves às 14:24
Esqueceste-te dos abraços apertados que nos dá em volta das pernas e das dentadinhas de amor nos braços qd chegamos a casa!
É uma doida que ainda vai durar muitos anos e acompanhar-nos em muitos momentos de alegria e de brincadeira!
Beijinhos e lambidelas!
Filipa a 28 de Março de 2009 às 23:12
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