27 de Dezembro de 2009

Porque tenho curiosidade em ler signos e conhecer as características que definem cada um deles, aqui fica um registo do meu e das que me dizem respeito, que na verdade representam, exceptuando pequenos pormenores, uma amostra fidedigna da minha personalidade. Comprove quem me conhece...

 

 

Normalmente pensamos que a mulher virgem é aquela donzela vestida de branco, pura e muito frágil. Mas esta ideia não corresponde minimamente à verdade. Segundo o horóscopo que nos define, a mulher de virgem pode largar tudo, inclusive o companheiro, para seguir uma nova paixão sem dar a mínima importância aos comentários ou julgamentos.

 

Quando se trata de ir em busca da felicidade, ela é uma mulher muito determinada. Uma vez que aceitou um amor como verdadeiro este amor estará acima de tudo. Ela é a única mulher capaz de ser terrivelmente prática e divinamente romântica.

Apesar de ser uma mulher determinada, não é do tipo que se atira de cabeça sem perder um bom tempo a analisar o que deve ser feito. Também não é uma mulher que gosta de chamar a atenção como a leonina, ou que gosta de aventuras e mudanças bruscas. Pelo contrário, para ela tudo deve ter uma certa lógica e um motivo. [exceptuando a parte de não gostamos de aventuras, tudo parece estar efectivamente certo...]

 

Não esperem vê-la lutar por uma causa, fazer discursos ou escalar montanhas com o seu namorado apenas para estar ao seu lado. Ela é uma mulher que gosta do sossego e não é muito afeita a aglomerações. Normalmente costuma ter um gosto afinado para as artes e forma de vestir. Ela parece ter nascido com um gosto aprimorado para as roupas; pouco afeito a extravagâncias. É sobretudo muito eloquente e sóbria. Estará sempre bonita e elegante.

 

No trabalho, é persistente e prática, e descobrirá os pequenos erros que até um perito deixaria passar. Quando se entrega a uma tarefa o resultado será sempre o melhor. Se se envolver com esta mulher, ela vai-se encarregar de todas as suas preocupações e provavelmente terá prazer nisto. É a mulher perfeita para se discutir orçamentos ou planos para o futuro. O que pode parecer um tédio para outras mulheres, para ela será sempre um prazer. A mulher virgem gosta de debatar assuntos, de discutir de forma saudável.

 

A preocupação é algo natural para ela. Simplesmente não consegue relaxar completamente. Mas não esperem vê-la com uma fisionomia carregada ou carrancuda. Normalmente tem uma aparência serena e sempre o mesmo sorriso discreto e olhar tranquilo. Mas mesmo possuindo este auto-controlo e este comportamento sereno, ela costuma ser devorada por ansiedades que nem o mais íntimo dos seus amigos conhece.

 

Apesar de ser uma perfeccionista, não quer dizer que seja perfeita. Ela tem os seus defeitos e estes podem ser muito irritantes. Acha sempre que ninguém consegue fazer as coisas com tanta ordem e eficiência quanto ela. E a verdade é que muitas vezes tem razão.

 

A virginiana detesta quando é criticada abertamente. Se ela errar, digam-lhe com muito tato para não perderem a sua amizade. Quando se trata de admitir que está errada, esta mulher parece sofrer um bloqueio mental. Tem mais facilidade em criticar os defeitos dos outros do que em aceitar os seus próprios. Não que se ache perfeita. A virginiana é sempre muito crítica em relação à sua aparência, trabalho, alimentação e amor. Para ela não existe meio termo: ou consegue o melhor ou tem apenas o pior.

 

Também não esperem vê-la sonhar ou ter ilusões sobre as pessoas mesmo quando está apaixonada. Ela é muito “pé no chão” e muito prática para se deixar levar por sonhos. Nem a taurina consegue ser tão prática quanto ela. Nem mesmo o amor consegue cobrir os seus olhos e impedir que ela veja os defeitos e falhas do companheiro, durante o relacionamento.

 

Demonstrações dramáticas de amor, promessas sentimentais e exagero, não só deixarão a mulher virgem entediada, como podem assustá-la a ponto de nunca mais aparecer. Mas o seu coração pode amolecer se for conquistada aos poucos. Existem muitas formas de se conquistar esta mulher e manter a sua paixão. A agressividade, no entanto, não é uma delas.

A virginiana busca mais a harmonia e a tranquilidade num relacionamento do que paixões loucas e amores impossíveis.

 

Também não é muito comum vê-la chorar por um amor do passado ou entregar-se a um amor platónico. Para ela o que importa é o que está ao seu alcance e o que acabou tem que ser enterrado para que outro homem ocupe o lugar vago. Mesmo que uma decepção amorosa tenha causado muita dor no seu coração, ela consegue disciplinar os seus sentimentos e emoções a ponto de parecer que o rompimento lhe é indiferente. Ela vai sofrer por dentro, mas este sofrimento não vai durar muito. Ela dificilmente vai-se deixar levar pela ilusão de que colando os pedaços conseguirá refazer o que não tem mais conserto.

 

A mulher virgem dedica-se totalmente àqueles em quem confia e as pequeninas coisas podem significar muito para ela.

 

Apesar de sua timidez e tranquilidade, é bastante firme e forte para que os outros encontrem nela um porto seguro. A sua coragem e senso de responsabilidade costumam servir de conforto para as pessoas que ama, sobretudo quando as coisas não estão bem.

 

 

E agora tirem as vossas ilações...

publicado por Inês Alves às 12:24
23 de Dezembro de 2009

Ser filho de pais separados não é fácil e engane-se quem pensa que somente deixa marcas aos mais novos. É certo que em criança - e porque a nossa ingenuidade é, nessa altura, tão bela - é-nos impossível criar mecanismos de defesa, pelo menos os que criamos - porque é verdade que o fazemos - em adultos. No entanto, se por um lado sentimos dor, por outro, o facto de não compreendermos ou até de ignorarmos a totalidade dos motivos, serve-nos de auxílio: conseguimos, ainda assim e dentro daquilo que é possível, crescer saudáveis. Sabemos que existe um pai e uma mãe e que apenas recebemos o amor  repartido (embora desconheçamos o resto), facto que, ironicamente, pode significar também recebê-lo a duplicar de cada vez que estamos com um ou com outro. Quando somos adultos, tudo muda. Conseguimos medir actos e pesar consequências. Conhecemos a verdade, ou parte dela, e sabemos onde reside a razão, ou, pelo menos, aquilo em que acreditamos como sendo certo. Por este motivo tudo se torna mais moroso, mais pesado e difícil. Julgo que a dor é menor, embora faça ferida na mesma, e todos os sentimentos que prendemos em nós -  não queremos expeli-los por recear que sejam vistos (como se alguma vez pudessem ganhar forma) - se vão acumulando em nosso redor, construindo, devagar e sem que tenhamos consciência disso, um véu que, no futuro, acabará por assombrar-nos. Provavelmente não seremos capazes de percebê-lo senão no convívio e no diálogo com os outros. Por vezes, é possível que aconteça, talvez o sintamos perto num momento de reflexão ou angústia. Mas é quando entendermos e aceitarmos que a exaltação da liberdade, que por vezes se mistura com uma solidão inexplicável, reflecte não mais do que o receio de falhar, tal qual falharam aqueles cujo exemplo conhecemos, que seremos finalmente capazes de lhe encontrar a ponta e começar a desfazê-lo, fio a fio, sentimento a sentimento, mágoa a mágoa. É quando confiarmos que a entrega pode existir e nos entregarmos de verdade, sem recear a ferida que já abrimos antes e o acto de mostrarmos quem realmente somos, evitando exaltar qualidades para desfarçar fraquezas, que o véu se terá transformado num novelo branco, que agora vemos e somos capazes de sentir, mas não mais em torno de nós próprios.  Aí sim seremos verdadeiramente livres e o amor não será mais medo dissimulado de rebeldia ou individualismo. Provavelmente terá o sabor doce de um chocolate quente, tomado a um domingo no sofá de nossa casa. Ou da dele/a. Certamente terá o toque da caxemira, ou o cheiro da terra molhada. O tacto do suor - e apetece-me citar "enrolados pelo chão num abraço que se viu" - e o som de um pássaro que voa livre, lá no céu, e que observamos duma planície no alentejo. Ou do vento, que sopra por entre as rochas de uma praia. A minha, porque não.    

O meu novelo está já a meio. Vejo-o, sem o ver, caído ao lado do meu corpo e anseio libertar-me totalmente dele. Quero poder dizer o que sinto sem recear que me vejam núa. Porque... tenho a certeza que seríamos bem mais felizes se na maior parte das vezes perdessemos a vergonha ou o orgulho e dissessemos exactamente o que pensamos ou sentimos.  

 

publicado por Inês Alves às 20:55
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